RELEASE Nascido na cidade de São Paulo, guitarrista autodidata, desenvolve a técnica “ Two Handed Tapping ”, semelhante ao piano, podendo tocar com duas guitarras simultâneamente. Marcinho Eiras atualmente compõe
a Banda Domingão, que atua no programa Domingão
do Faustão, na Rede Globo de televisão. Trabalhos
Realizados Discografia Vídeo Aula
Patrocínios
Meu nome é Marcio Eiras, brasileiro, nasci e me criei
em São Paulo. Eu venho de uma família de músicos. Meu avô, por parte de mãe, tocava acordeão . Meu tio é contrabaixista, e foi casado com uma cantora. Minha mãe estudou violão na época do auge da bossa nova, e canta muito bem. Por parte de pai, minha
tia-avó, aquela do piano, tinha
influencia erudita, e minha avó, assim como eu, tocava
piano de ouvido. Notando essa minha facilidade com as melodias, meu pai passou a me incentivar. O primeiro passo foi comprar o piano da minha tia, que se mudara para um apartamento menor. O segundo, foi me matricular em um conservatório. Saíamos eu e meu irmão mais velho (e único irmão, que também tem um excelente ouvido para música), para aula de piano. Enquanto meu irmão lia as partituras com atenção, eu apenas ouvia a professora tocar e depois repetia a música de ouvido, fingindo olhar a partitura. Fingi, fingi, até que fui desmascarado pelo meu pai que uma vez, cobrindo o nome da música, pediu para que eu tocasse a mesma. Eu ainda argumentei que não poderia tocar sem saber que música era, mas o fato é que era o fim das aulas de piano. As festas lá de casa eram sempre ao som de boa música ao vivo. Minha tia-avó fazia a sessão de chorinhos, clássicos e tangos no piano, e meu tio e sua turma de músicos fechava com MPB e bossa nova. Assim eu estava conhecendo, de graça, a música que mais tarde me influenciaria. Eu disse mais tarde, pois eu não seria um típico adolescente se não começasse minha história gostando de rock, e quando falo rock não me refiro a Beatles ou Stones, eu falo de Black Sabbath, AC/DC, Kiss, Iron Maiden e principalmente Van Halen, as bandas que infernizaram os anos 80. Eu nunca vou esquecer quando assisti meus vizinhos da praia tocando coisas como Santana no fundo de uma garagem. Eu fiquei hipnotizado com a bateria, tão hipnotizado, que anos mais tarde ganhei uma. Posso dizer que foi com ela que entrei no mundo das garagens. Montava bandas, ganhei festivais de colégio, e foi numa dessas bandas que me apaixonei pela guitarra. Era só o guitarrista, muito bom por sinal, dar uma “paradinha”, que lá ia eu, dar uma “palinha”. A bateria era legal, mas não supria as minhas necessidades musicais. Eu queria fazer solos, a guitarra seria ideal. Então tive que convencer meu pai de que dessa vez era pra valer. É claro que ele não acreditou, e foi do meu tio que ganhei a primeira guitarra, uma Phelpa Coronado, que tinha interruptor de luz para acionar os pickups (confira foto no menu “Galeria” da pág. Principal). Meu tio Karlãum, contrabaixista, me dava fitas de Jazz para escutar, sons como: Oscar Peterson, Stanley Clarke, Billy Choban , George Benson, Banda Black Rio e sempre que podia, me levava para ver os seus ensaios com Pery Ribeiro, Célia, Claudia, Cauby Peixoto, entre outros cantores que ele acompanhava. Eu não entendia muito o que estava acontecendo nas fitas, os improvisos e harmonias complexas ainda eram distantes da minha compreensão. Foi assim o meu primeiro contato com o jazz instrumental. Uma das coisas marcantes na minha vida musical, foi quando vi o Ulisses Rocha tocando em duo com Heraldo do Monte (hoje, tenho orgulho de ser amigo desses dois músicos). Aquilo era maravilhoso, virtuoso, técnico e principalmente brasileiro. O rock perdeu seu encanto naquele momento. Lembro que ensaiava horas com meu irmão algumas músicas instrumentais com dois violões, tentando imitar o duo que tanto me impressionara. Outros dois caras que
me inspiraram e me incentivaram muito foram os guitarristas
Eder Sandoli e Jimmy
Conway. Eles
eram meus amigos
da praia, e formavam uma dupla incrível(até hoje
toco as composições deles). Passei então
a ter aulas com o Éder, que além de ser responsável
pelo meu primeiro contato com teoria musical, me
apresentou formalmente o Jazz. Troquei Van Halen por George Benson, uma das minhas principais influencias, ganhei festivais de colégio, prêmios individuais, mas nunca voltei em uma escola de música. Até tentei fazer aula particular ou conservatório, mas foi pegando um toque aqui e outro alí que fui me definindo musicalmente. Tudo parecia calmo aos meus 15 anos, quando ouvi o guitarrista americano Stanley Jordan, que na verdade pareciam dois guitarristas tocando juntos. Aquilo não saía da minha cabeça. Fiquei em casa tentando descobrir como era, pois, eu apenas tinha ouvido alguns minutos em uma fita. Eu era muito novo, e não podia ficar saindo a noite para tocar, então ficava o dia inteiro com a guitarra tentando fazer a harmonia e melodia ao mesmo tempo, como se a guitarra fosse um piano. Algum tempo se passou, e uma vez em uma loja de música, “Pai do Rock”, testando uma guitarra, o dono, hoje meu amigo Melo, perguntou o meu nome, aonde eu tinha estudado, se fazia shows, pois ele iria fazer um encontro de guitarristas em São Paulo, e gostaria que eu participasse. Esse festival “Pai do Rock Guitar Festival” foi uma alavanca para minha carreira. Com o argumento do festival, fui ao programa do Jô Soares para mostrar minha técnica, e assim, o Brasil todo, ou pelo menos a classe musical, ficou sabendo que havia um brasileiro que tocava daquela maneira. No festival, conheci vários guitarristas como Mozart Melo, Faiska, Tomati, Kiko Loureiro, alguns mais velhos outros da mesma idade, mas todos se tornaram amigos, inspiradores e incentivadores uns dos outros. Mais tarde, com a técnica bem mais apurada, fui atrás
ou melhor, meu pai foi atrás da minha fonte inspiradora.
O contato com Stanley Jordan seria a minha única chance
de aprender alguma coisa nova, e também de mostrar o que
eu havia aprendido. O encontro se consolidou, tocamos, conversamos,
peguei toques importantes em relação a postura,
concentração, mostrei a música brasileira à ele,
ficamos amigos e ganhei respeito dele e de todos que souberam
do nosso encontro. Houve um segundo encontro alguns anos mais
tarde, no qual eu fiz uma entrevista por uma revista de guitarra,
tocamos bastante, mostrei mais uma vez a nossa música
e realmente o Conheci o gaitista Clayber de Souza em um bar em São Paulo, e ao me ver tocar não hesitou em me fazer um convite para um trabalho. Montamos uma dupla chamada “Cara e Coroa”, que tinha sempre um baterista convidado. O som era bossa nova, jazz e blues e curiosamente não tinha contrabaixo, pois eu fazia a parte do contrabaixo na guitarra. Após meu encontro com Stanley Jordan, passei a tocar com duas guitarras simultaneamente. Ligadas a dois sintetizadores, elas produzem sons diferenciados como sons de piano, flauta, contrabaixo e etc. O que já era diferente passou a ser impressionante em virtude das duas guitarras. Com meu amigo Clayber, aprendi muitas coisas das que sei hoje. Faziamos um show muito diferente, brasileiro, tinhamos um empresário e fizemos inúmeros programas de TV, incluindo o programa do Faustão, que me chamou de centopéia por tocar com duas guitarras. A dupla não durou muito, pois o mercado foi invadido por modismos e nos rendemos. Inspirado por uma fase amorosa, comecei a compor músicas e letras, cantar, coisa que já fazia modestamente aos 16 anos, só que dessa vez no piano. Entrei em um festival e além de ganhar o prêmio de melhor guitarrista, cantei, e a minha música ficou em primeiro lugar. Um dos jurados era do grupo Rádio Táxi, que estava assinando com uma gravadora, e ao final do festival, me convidou para fazer parte da nova formação do grupo(confira as fotos no menu “Galeria” da pág. principal). Fiz uma participação relâmpago, mas que foi muito produtiva. Fiz inúmeros programas de TV como Gugu, Ratinho,cantei para 40 mil pessoas e principalmente conheci o outro lado da música, as grandes gravadoras, rádios e toda a sujeira que envolve os bastidores. Continuei com o meu trabalho, sempre divulgando a música brasileira. Tive várias formações para Trio ou Quarteto. Toquei com cantoras, cantores e artistas. Destaco a minha amiga Bibba Chuqui, e o grande mestre Dominguinhos. Voltei ao programa do Jô , tocando duas guitarras, impressionei o “gordo” e fiz o mesmo com Amaury Jr, Sergio Groisman e Luciano Huck. Fui semi finalista do “1 Prêmio Visa de MPB instrumental”, que inclusive foi o maior incentivo para a gravação do meu primeiro CD. (confira no menu “Discografia”, na pág. principal). Estive duas vezes na Europa, e em 2003, além de uma apresentação memorável na Áustria, fui músico destaque da feira de Frankfurt na Alemanha. (confira as fotos no menu “Galeria” na pág. principal). Hoje, meu principal trabalho é o meu trio “GangJam”, onde junto com o baixista Carlinhos Noronha e o Baterista e cantor Paulinho Lima , realizei o sonho de ter uma banda onde todos tocam, cantam e fazem arranjos. A banda em seus quase dois anos de formação, já acompanhou vários artistas como: Bocato, Mariza Ótis, Silveira, Patricia Coelho, Davi Fantazini e Rouge. Nessa minha pequena carreira
não posso deixar de citar algumas passagens
importantes com artistas como Ivan Lins, João Donato, Toninho Horta,
Laércio de Freitas, Bocato, Mozart Melo, Amilton Godoy, pessoas que
eu passei momentos musicais inesquecíveis. |